sábado, 14 de março de 2009

Para que conhecer as etapas de desenvolvimento?

Caso não identifiquemos com precisão os limites entre desenvolvimento natural da criança e um distúrbio psiquiátrico, escolas, pais, psicólogos e médicos travam uma queda de braço. Há o temor que diagnósticos errados levem crianças com apenas seis anos a usar medicamentos controlados de tarja preta. Existe a necessidade de procurar ajuda médica e de se identificar o que é chamado de Transtorno de Déficit de Atenção( TDA). Caso o professor suspeite que seu aluno seja TDA, ele deverá observá-lo atentamente. A Associação Americana de Psiquiatria propõe critérios para que se constate esse transtorno, em especial relacionados à desatenção, a hiperatividade, impulsividade. Em relação à desatenção o aluno precisa apresentar seis ou mais dos sintomas propostos, por mais de seis meses, como também os que envolvem a hiperatividade.

aprendizagem antecede o conhecimento, ou o contrário?

Pesquisando um pouco mais sobre a polêmica que envolve aprendizagem e conhecimento em relação ao que propõe Piaget em sua teoria do desenvolvimento e não da aprendizagem, por constatar que o mesmo apresenta como condição do ato de aprender o desenvolvimento de estruturas mentais que possibilitem a compreensão do mundo que nos rodeia, portanto, o desenvolvimento comanda a aprendizagem.
Vygotsky aproxima-se de Piaget quando defende a relação de interação entre sujeito e objeto na construção do conhecimento, mas distancia-se daquele ao dizer que essa relação não é uma relação direta, mas mediada pelo outro, através da linguagem, da cultura. Construir conhecimento passa a ser uma ação compartilhada, uma vez que é através dos outros que as relações entre sujeito e objeto vão sendo estabelecidas. Caso seja isso verdade, então, não há que se discutir desenvolvimento independente de aprendizagem. (Revista Presença Pedagógica, maio/jun.2002).

sábado, 7 de março de 2009

estágio das Operações Concretas


Estágio das Operações Concretas (7 a 12 anos)

As pesquisas de Piaget mostraram que nesse estágio o desafio é realizar as operações construídas no estágio anterior de forma autônoma em relação ao objeto concreto. Qual seja, a criança é capaz de compreender que o volume da água não se altera porque está em copos com formas e tamanhos diferentes. Ela não necessita para isso de ter os copos e água à sua frente, já será capaz de fazer a operação de forma mental.

Suas estratégias de assimilação e acomodação são marcadas pelo treino e experimentação de suas habilidades cognitivas. Predominam a prática de jogos de memória, brincadeiras com regras e prática de colecionar e agrupar objetos.

Segundo Piaget, a obtenção de uma forma de pensar mais abstrata pode levar a crer que o desenvolvimento mental se encerra por volta dos 11, 12 anos, porém, é justamente depois dessa fase que ocorre a modificação decisiva e fundamental no pensamento da criança. O pensamento concreto, construção do estágio anterior, habilita a criança operar mentalmente, mas com referência aos objetos que podem ser manipulados e submetidos à experiência.


Estágio pré-operatório(2-7anos)

Por volta dos dois anos ocorre um desequilíbrio nas aquisições construídas no estágio sensório motor. Segundo Piaget, o meio social e físico do qual a criança participa exige dela além da capacidade de reter uma imagem/sentido de objetos e também de agrupá-las em categorias cada vez mais complexas por tamanho, cor, textura, volume, duração, entre outras. Ela ingressa no pré-operatório, utilizando de categorias pré-lógicas para elaborar essas relações. No final do estágio pré-operatório a criança será capaz de estabelecer relações com as coisas e com as pessoas de forma menos intuitiva e mágica, pois no decorrer desse estágio, ela explica um fato tendo como referência, no máximo uma variável, pois ainda não tem habilidades para movimentar o pensamento em torno de fazer/desfazer/fazer novamente. Exemplo disso é a explicação da chuva como sendo lágrimas. Comer doce antes do almoço é para ela um imperativo, posto que ela ainda não consegue compreender que existe uma hora certa para isso, exigirá dela estabelecer uma série de relações que ela ainda não consegue fazer. Segundo Piaget(2004,p.28):

Através do jogo simbólico[...] jogo de imaginação e imitação[...]uma atividade real do pensamento[...] é a ferramenta mais utilizada pelas crianças para fazer relações entre elas e o mundo das coisas e das pessoas,.Através do jogo a criança constrói símbolos ou representações como palavras, números, imagens. Aos poucos, ela vai adquirindo a habilidade de representar coisas por palavras e gestos, articular coisas por palavras e gestos, articular e relacionar coisas entre si bem como palavras e gestos entre si.
No final do pré-operatório a criança será capaz de estabelecer relações com as coisas e as pessoas de forma menos intuitiva e mágica. através de sucessivas assimilações/acomodações ela vai aos poucos adquirindo a habilidade de pensar de forma mais complexa. Já será capaz de compreender, de trabalhar mentalmente com habilidades tais como: reversibilidade, classificação, conservação de massa entre outros.

síntese do estágio sensório-motor

Idade referência (0-2 anos)
Comportamento motor;
apresenta grandes mudanças ao longo desse estágio(revolução copérnica segundo Piaget);
inicia-se com comportamentos puramente reflexos e desenvolve a fala(representação simbólica);
ocorre o desenvolvimento do conceito do objeto, de causalidade, afeto;
no final desse desenvolvimento o simbólico acentua-se mais do que sensório-motor;
o fim desse estágio não significa o fim do desenvolvimento motor, indica apenas que o desenvolvimento intelectual predomina;
a atividade intelectual da criança é de natureza sensorial e motora. A principal característica desse período é a ausência da função semiótica, isto é, a criança não representa mentalmente os objetos. Sua ação é direta sobre eles. Essas atividades serão o fundamento da atividade intelectual futura. A estimulação ambiental interferirá na passagem de um estágio para o outro.